Texto: Lidiane Moura
Fotos: Charone Borato
A cafeína também chamada metil-xantina, derivada das xantinas, está presente em plantas amplamente distribuídas nas várias regiões geográficas. Ela é encontrada nos grãos de café, folhas de chá e de mate, nas sementes de cacau e em várias partes do guaraná. Essa é a fórmula da cafeína C8H10N4O2, a nomenclatura oficial da cafeína é 1,3,7-trimetil-3,7-dihidro-1H-purina-2,6-diona.
A história da cafeína está intimamente ligada ao café, principal fonte natural da droga. Um estudo realizado pelo departamento de psicologia da UNIFESP, comprovou que, sim, a cafeína pode ser considerada uma droga, e devido à facilidade de obtenção e o consumo generalizado da mesma, conclui-se que ela é a droga mais utilizada no mundo. Um copo de café contém aproximadamente 85mg de cafeína.
Presente de forma natural, em mais de 60 plantas, a cafeína tem sido consumida e apreciada desde tempos ancestrais, provavelmente desde o paleolítico. Há relatos de que a mesma é consumida pelos chineses desde o século III a.C. De acordo com uma lenda popular chinesa, o imperador Shennong descobriu acidentalmente que folhas caídas ao acaso em potes de água fervente davam origem à uma bebida perfumada e revigorante, o chá, sendo essa a bebida mais antiga contendo cafeína.
A cafeína apresenta-se sob a forma de um pó branco (não, ela não tem a cor preta, nem marrom, nem castanha como se poderia supor), cristalino, de aspecto brilhante, sem cheiro e com um sabor muito amargo.
Além do café, podemos encontrar cafeína em: refrigerantes, chá mate, chá verde, chocolate em pó e bebidas energéticas.
Mais interessante que a história da cafeína, são seus efeitos no corpo humano, e os diferentes usos que as pessoas fazem da substância. Tudo em excesso faz mal, e com a cafeína não é diferente, existem benefícios e malefícios no uso da droga.
Quais os benefícios da cafeína?
A cafeína possui efeitos terapêuticos importantes como dilatação dos brônquios, estimulação do coração e aumento da excreção urinária. No cérebro, ela alivia dores de cabeça. A cafeína é estimulante, amplamente utilizada em academias como “termogênico”, ou seja, um acelerador metabólico, que consequentemente, aumenta a queima de gordura e produz um “emagrecimento” de forma mais rápida, além de tornar o corpo mais resistente às fadigas musculares.
Além de acelerar o metabolismo, ela deixa as pessoas mais atentas, tendo efeito sobre a descarga das células nervosas e a liberação de neurotransmissores e de alguns hormônios como a adrenalina. Uma simples xícara de café forte tomada em jejum pode produzir em poucos minutos um aumento de acuidade mental e sensorial, além de elevar o nível de energia, causando bem-estar e deixando a pessoa mais alerta.
Além de ser usada em academia e em tarefas que requerem atenção, a cafeína pode ser utilizada no auxílio da dor de cabeça, por ser vasoconstritora, ela inibe os efeitos da vasodilatação, que ocorrem quando há enxaquecas e dores de cabeça.
Recheada de polifenóis, um poderoso antioxidante, a cafeína, em concentrações moderadas, combate o envelhecimento das células e mantém as pessoas com uma aparência mais jovial, além de melhorar o humor, agindo diretamente nas células nervosas e no cérebro, mantendo o estado de excitação e sensação de revigoramento.
Estudo realizado no Centro Médico Beth Israel, hospital ligado à Universidade de Harvard afirma que: tomar 4 xícaras de café por dia, é possível reduzir em até 11% as chances de desenvolvimento de insuficiência cardíaca, isso por que, a cafeína favorece o controle do nível de colesterol do sangue, diminuindo a oxidação do colesterol ruim (LDL).
Caso você queira saber também os benefícios, comprovados cientificamente, do café, acesse nosso blog que já trouxemos esse tema aqui.
E quais os malefícios a cafeína pode causar?
No entanto, não são apenas benefícios que ocorrem no uso da cafeína. Se consumida em excesso, a droga causa problemas digestivos, como acidez gástrica, aumento da secreção gástrica, pois estimula a produção de ácidos digestivos, agravando sintomas de gastrite e úlcera.
Não é recomendada a ingestão da substância por quem tem osteoporose ou alguma deficiência de cálcio, porque a presença da cafeína no organismo, dificulta a absorção do mineral.
Também não é recomendada para quem tem dificuldade para dormir e acorda frequentemente de madrugada para ir ao banheiro, pois além de ser estimulante, a substância age como diurético.
A droga também possui efeitos psicoestimulantes. Em doses moderadas (85 a 250mg), os usuários relatam uma sensação de bem estar, melhora de atenção e pensamento. Porém em doses elevadas (acima de 250mg), surgem efeitos de nervosismo, inquietação, insônia e tremores. Doses muito altas podem produzir convulsões, delírios e aumento da frequência cardíaca.
Quantidade de cafeína a título de comparação:
fonte da imagem: Belubar Café
Lembrando que a cafeína foi taxada como uma droga, portanto seu uso crônico (350mg ao dia) pode causar dependência física, pois ocorrem adaptações celulares que causam tolerância aos efeitos que a cafeína produz.
Ela também causa dependência química. Sua dose letal é de 10g para administração oral para um adulto de 70kg, o que corresponde a 100 xícaras de café, 200 latas de refrigerante de cola e 50kg de chocolate.
Quem ingere cafeína de forma crônica, quando diminui sua ingestão, mesmo que pouco quanto a quantidade a qual estavam habituadas, podem apresentar dores de cabeça, letargia, ansiedade e nervosismo, explica a Nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, Tatiane Muniz Oliveira.
Fazendo uma análise rápida, pode-se concluir que há mais benefícios do que malefícios na ingestão da cafeína, porém se consumida com moderação.
Melhor texto sobre cafeína que eu encontrei na internet. Além da informação de qualidade e com diversas fontes, a imagem da molécula de cafeína é maravilhosa!
Leonardo, agradecemos imensamente seu feedback e ficamos honrados com seu comentário. Nossa intenção é entregar conteúdo de qualidade sempre!