Texto: Lidiane Moura
Fotos: Charone Borato
No mês que homenageia as mulheres, trazemos um método que, mais que uma experiência sensorial, parece um equipamento de laboratório químico: a Cafeteira Globinho ou Sifão.
Há relatos de que a primeira cafeteira globinho tenha surgido em Berlim, na Alemanha, em 1830. Mas foi na França, que surgiu o primeiro com sucesso comercial, o nome da inventora é Marie Fanny Amelne Massot.
O design criado por Marie revolucionou a maneira de fazer café, e consistiu em uma montagem de globo duplo, com uma espiral no globo inferior para distribuir o café, e uma coroa decorativa de metal perfurado no topo. Os toques decorativos refletem na mudança e interação com os convidados, pois antes tudo era realizado na cozinha, e com esse novo método de vidro com a graça de mostrar o sobe e desce da bebida, o café começou a ser servido na sala de estar ou jantar proporcionando assim aos convidados entretenimento e sabor.
Vivenciar todo o processo desperta seus sentidos, pois você pode observar arte e ciência em ação dando ainda mais emoção na degustação da sua xícara de café. O aroma do café é mais intenso, pois fica preso dentro do mecanismo do globo que influencia o sabor e produz um café de degustação limpo, nítido e vibrante. A bebida resultante desse processo possui doçura marcante, baixa acidez e sem amargor, características que dependerão também do café que será usado no preparo.
Um fato interessante sobre a Globinho é que ela combina dois modos de preparo: imersão total e filtro, o que é raro encontrar em outros métodos. Os franceses costumam dizer que ela é a forma mais pura de fazer café, porque o pó só entra em contato com o vidro e a água, preservando os óleos naturais da grão.
Então, como funciona uma cafeteira globinho?
Uma aula experimental de química e de física!
A Globinho é composta por dois globos de vidro, sendo o superior com funil e filtro, e permite ao espectador acompanhar a mistura entre o pó e a água, numa experiência fascinante.
O modo de funcionamento lembra o da cafeteira italiana (Moka), porém é à vácuo e não à pressão. Além disso, a água se mistura ao grão moído em imersão total (a exemplos do que ocorre nos métodos French Press e Aeropress) e ainda passa num filtro, o que resulta em um café de características únicas: baixa acidez, muita doçura e pouco amargor.
Veja como a Globinho funciona:
A água é disposta no globo inferior e aquecida por uma chama (aquecedor de butano). Quando começar a ferver, o usuário acrescenta o café em granulometria grossa (como da prensa francesa) no compartimento de cima. Em ebulição, a água sobe, se misturando ao pó. Após a dança da infusão, o globo inferior já estará resfriado e irá atrair o café, que é filtrado na passagem.
Em cafeterias e restaurantes quando solicitado esse método, o café é preparado na mesa do cliente, sendo um show de aromas, sabores, charme e sofisticação. Quem diria que mais de um século depois, esse método continuaria fazendo tanto sucesso entre os apreciadores de café!
E você, já conhecia o método de preparo Globinho?! Compartilhe conosco!
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